O VENTO...
Sentado lendo um livro, paro em um capítulo onde me remete antigos sentimentos. Antigas sensações e pensamentos. O vento da manhã bate como se trouxesse uma nova brisa, abrindo novos caminhos. Ainda me lembro de tudo, afinal, estava presente também. São lembranças que guardarei para sempre, imaginando o que teria acontecido se tivéssemos continuado. Minha vida estaria melhor ou pior? Acho que não tão pior, mas diferente. E como dizem, a lembrança é um ato de poder nos importar com nós mesmos depois de tanto tempo. Porque passamos vivos por todas essas experiências. Estarei sempre de olhos abertos, e não mais fechados como antigamente. E isso ja me conforta. Acho que hoje, tudo me conforta. Não como antigamente, mas de uma nova maneira. Uma nova visão. Dessas que dizem ser uma iluminação. E talvez eu precisasse disso, de uma nova página, um novo livro e uma nova história. Escrever minha vida novamente e dessa vez lendo um bom livro, em uma bela tarde.
O mesmo vento que traz essas lembranças é o mesmo que as afasta também. Levando a tristeza, saudade, bons e maus momentos. E faço um pedido: Leve todos com você. E sopre para bem longe, como fez e continua a fazer. Não olhe para trás, tem coisas que não fazem sentido. Nem olhe para os lados, está por sua conta agora. E abro os braços para esse vento, lembrando meu melhor e como estou agora. Porque sei que quando esse vento passar, junto desse frio, eu voltarei a sorrir. Simplesmente porque estarei bem comigo mesmo. Que é o que me sobrou, o que nos sobra. Sempre!
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