HOJE É DOMINGO

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Hoje é domingo, acordei lembrando do café da manhã e daqueles fins de noite onde ficávamos esperando um filme pra assistir depois de fazer uma pipoca doce. Depois de ficar o dia todo sem fazer nada só curtindo a companhia um do outro, entre conversas, sexos e lanches. Lembro de sempre esperar a semana inteira passar para o domingo chegar, e quando chegava, ficar feliz por hoje ser domingo. Antes de você era apenas um domingo qualquer, com o descanso do mundo louco mas depois virou o domingo do amor, o da felicidade. Um domingo onde existia eu e você, apenas, além das conversas e troca de olhares. Era o dia onde eu sabia que nada poderia dar errado, que eu estava fazendo algo certo para mim, e  para você. Simplesmente amava esses momentos.


Lembro da indecisão do que iríamos almoçar e da procura de algo que combinasse com o domingo. Lembro quando a chuva caía e só tínhamos um ao outro naquele quarto, naquele domingo. Lembro das trilogias que eram vistas justamente aos domingos, ou das maratonas de séries que ás vezes, nem víamos o tempo passar. Eram bons tempos, em uma boa época e com alguém muito especial. Era um verdadeiro dia de domingo. Lembro das cócegas, das piadas, dos problemas e novidades que cada um tinha absorvido na semana. Dos beijos roubados, do sexo enquanto fingíamos assistir filme ou mesmo quando queríamos. Dos lanches que você comia na cama e eu não gostava, mas comíamos juntos e daquela batata frita que sempre gostou. Das brincadeiras, das enquetes e da maneira de ver o mundo através de um filme atemporal. Do sorriso bobo, do seu sorriso lindo e do jeito que me olhava. Sim, aquele domingo era o seu dia também, pra tirar todo aquele estresse que fazia você mudar sua bela visão do que poderia ser o mundo. O estresse que a vida nos passa apenas por vive-la até ser corrompido por completo. Eram os melhores dias do mês. Era o nosso domingo.



Sempre fui o cara das despedidas, o que abre a porta quando alguém quer sair da minha vida. E fico olhando enquanto fazem as malas e vão embora. Me acostumei, de uma certa maneira. Uma estranha maneira, eu diria. Sei que na minha vida encontrei tantas coisas, mas encontrar você foi uma das melhores delas. E esse é o domingo de lembranças, apenas, pois sei que não haverá mais aquelas tardes preguiçosas ou uma maratona de séries. Também não haverá mais trilogias dos filmes e nem conversas profundas sobre o porque deles terem sido feitos. Não tem mais brincadeiras, o seu sorriso ou o som da sua voz. Nem troca de beijos, carinhos, sexo descontraído ou café da manhã na cama enquanto reclamava dos farelos que caíam nela. Quem diria que sentiria muita falta daqueles farelos. Não terei mais aquele domingo, ou aqueles. Perdi meu domingo por enquanto, agora é apenas um domingo qualquer. As vezes, na noite fria e chuvosa, é um domingo de saudade. E não adianta me culpar ou lhe culpar, nunca iremos ter uma resposta à altura, foi um momento bom que acabou, mas deixou uma saudade. Pelo menos da minha parte. E amei todos eles, até os que não foram tão agradáveis eu amei. Eu só amei, na verdade. Como eu amaria mais um domingo. 

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